domingo, 25 de novembro de 2012

Já nem sei mais

Quando o que eu quero é saber ao certo o que quero de você. Quando o que eu quero é saber o que você pensa de mim. Quando o que eu quero é parar de me sentir cada vez mais distante de algumas pessoas. Quando o que eu quero é aceitar que não sou a única na vida das pessoas e que elas vão encontrar outras pessoas de quem gostem e isso não significa que não sou mais importante. Quando o que eu quero é não ter medo de arriscar algumas coisas. Quando o que eu quero é viver algo diferente, novo, revigorante. Quando o que quero é não sentir saudade de algumas pessoas. Quando o que eu quero é ter coragem para resolver algumas situações inacabadas. Quando eu já nem sei mais tudo o que quero.

"Me pego olhando tão distante... quanto tempo faz? Será que vai ser como antes? Já nem sei mais."

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

“E algo em tudo que passa, fica.”

No encerramento da disciplina Psicologia e Violência (07.11), a Kamilly leu um texto da Cecília Meireles que posto aqui:

A arte de ser feliz

Houve um tempo em que minha janela se abria
sobre uma cidade que parecia ser feita de giz.
Perto da janela havia um pequeno jardim quase seco.
Era uma época de estiagem, de terra esfarelada,
e o jardim parecia morto.
Mas todas as manhãs vinha um pobre com um balde,
e, em silêncio, ia atirando com a mão umas gotas de água sobre as plantas.
Não era uma rega: era uma espécie de aspersão ritual, para que o jardim não morresse.
E eu olhava para as plantas, para o homem, para as gotas de água que caíam de seus dedos magros e meu coração ficava completamente feliz.
Às vezes abro a janela e encontro o jasmineiro em flor.
Outras vezes encontro nuvens espessas.
Avisto crianças que vão para a escola.
Pardais que pulam pelo muro.
Gatos que abrem e fecham os olhos, sonhando com pardais.
Borboletas brancas, duas a duas, como refletidas no espelho do ar.
Marimbondos que sempre me parecem personagens de Lope de Vega.
Ás vezes, um galo canta.
Às vezes, um avião passa.
Tudo está certo, no seu lugar, cumprindo o seu destino.
E eu me sinto completamente feliz.
Mas, quando falo dessas pequenas felicidades certas,
que estão diante de cada janela, uns dizem que essas coisas não existem,
outros que só existem diante das minhas janelas, e outros,
finalmente, que é preciso aprender a olhar, para poder vê-las assim.

Só tenho a agradecer por tudo até aqui. Por cada janela que me foi aberta para que eu pudesse aprender a olhar. É indescritível o quanto eu cresci nesses quatro anos de convivências e experiências na UFPA. No Bloco C. Na minha turma. Tenho certeza que mesmo que cada um comece a seguir caminhos diferentes a partir desse oitavo semestre, há coisas que ficam. Aprendizados. Experiências. Sorrisos. Afetos. Momentos guardados com carinho na memória. "Pequenas felicidades certas".

“E algo em tudo que passa, fica.”

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Aquela sexta...


Não me acho completamente preparada para falar sobre as pessoas mais próximas de mim nos últimos tempos, mas aproveitarei o pedido do Thiago de fazer um balanço sobre a última sexta (02.11) para falar um pouco de duas dessas pessoas.
Primeiro, farei o balanço da sexta. Eu estava precisando de um dia como esse. O barulho das ondas, o vento, as companhias, a leveza do dia... Nunca esquecerei! A viagem até Mosqueiro, o café da manhã na Tapiocaria na Vila (até a parte do “Força do querer” e a internação compulsória foi ‘engraçada’ depois), o dia na praia do Maraú, aquelas ondas fortes e a água salgada (?), as fotos, as conversas, de poder ter esse momento com pessoas que gosto muito. E no meio de tanto estresse, foi o meu ponto de paz.
Gisele. Já escutou tantas histórias e lamentações minhas... não foi uma das primeiras pessoas de quem me aproximei, mas hoje é uma das mais importantes. Embarcou na minha idéia de tirar o feriado para sumir um pouco. Sempre vai lanchar comigo nos intervalos das aulas, me fez pensar sobre os malditos “O’s” que tanto preencho... as conversas, os conselhos, a escuta. Parecem besteiras, mas significam muito para mim. Essas são só algumas pequenas coisas palpáveis que não demonstram o tamanho da importância dela hoje.
Lázaro. Oh, vida, porque tão difícil falar dele? Outro alguém que não foi uma das primeiras pessoas de quem me aproximei, mas que hoje é muito importante. É a partida mais certa ao fim de tudo. Tantas conversas, desabafos, acolhimento, escuta... As conversas na madrugada, os #Revelas, a Thayla e embarcou em muitas doidices minhas... sempre tão presente desde que nos aproximamos. Planejou comigo algo que queríamos muito, gerou muita ansiedade e preocupação, mas que no fim foi tão maravilhoso. A viagem pra São Paulo está entre os melhores momentos da minha vida e agradeço a ele e à Carol por partilharem ele comigo. Já perturbei tanto com meus problemas... e sempre tão acolhedor e sincero comigo.
Acho que já posso parar por aqui. Estou muito mobilizada com isso tudo.
Quero agradecê-los por fazerem parte da minha vida e por terem me proporcionado esses momentos da última sexta e todos os outros ao longo desse tempo! Vocês são tão importantes que aff... não conseguiria dizer isso pessoalmente sem que a voz denunciasse o choro...
E ao Thiago, obrigada por ter partilhado esse momento conosco! Obrigada por ter sugerido que fizéssemos um balanço daquela sexta. Fugi um pouco da proposta e me estendi por outras vias, mas acho que está tudo tão interligado... Enfim...

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Tanto faz?


Parei para pensar sobre uma frase que tenho dito muito nos últimos tempos: “tanto faz”. O que me fez pensar sobre isso? Li algo sobre ‘fase do tanto faz’ e me identifiquei.
Tanto faz se tem prova e eu nem estudei nada. Tanto faz se tenho um monte de coisa para fazer, mas estou com vontade de nada. Tanto faz se sinto que algumas pessoas estão se afastando de mim. Tanto faz se o semestre ainda nem acabou. Tanto faz se não terei férias. Tanto faz se tenho que ir pra aula. Tanto faz se tem coisas saindo do meu controle. Tanto faz. Tanto faz.
É um estado de desamparo que quer me travar. E parar pra pensar nessa ‘fase do tanto faz’ me fez questionar o quanto estou acomodada na minha falta de vontade, no meu tanto faz. Decidi que tenho que me movimentar, tentar mudar isso. Por onde começar? Tanto faz! (Brincadeira! Hsuahsuha) Organizar prioridades e ver as possibilidades de ações. O que não quero mais é me acomodar no ‘tanto faz’, deixar as coisas correrem e assistir passivamente. É isso.